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Preço de aluguéis cai em maio, aponta FipeZap

17/06/2015 11h00 | Atualizado em: 25/06/2015 09h17

O preço médio anunciado para aluguéis de apartamentos em nove cidades do Brasil caiu em maio com relação ao mês anterior, de acordo com o Índice FipeZap de locação.

O valor médio anunciado para o aluguel das unidades registrou queda de 0,18% no mês passado. É a primeira queda mensal do índice desde o início do ano.

O índice considera apenas os preços médios anunciados em novos contratos de aluguéis no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Santos, Porto Alegre, Campinas, Salvador, São Bernardo do Campo e Curitiba.

O indicador não mede as variações de custos dos contratos em vigor, que são reajustados pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) e outros indicadores.

No mês passado, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba registraram queda de preços médios anunciados para locação das unidades, enquanto Salvador foi a única cidade na qual a alta de preços ficou acima da inflação registrada no mês.

Nos últimos 12 meses, a queda real (abaixo da inflação) do preço dos aluguéis é de 7,6%: entre maio de 2014 e maio deste ano, o preço médio praticado nos novos contratos de locação teve alta de 0,23%, enquanto o IPCA registrou aumento de 8,47%.

De acordo com o FipeZap, o preço médio de locação mensal anunciado nas nove cidades em maio foi de 33,81 reais por metro quadrado, o equivalente a um aluguel de 2.028,60 reais para um imóvel de 60 metros quadrados. 

Em maio, o retorno médio obtido por proprietários de imóveis com aluguéis nas nove cidades incluídas no Índice FipeZap de Locação foi de 4,8% ao ano.

A taxa, que calcula os rendimentos com a locação do imóvel em relação ao preço de venda da unidade, serve como parâmetro para verificar a rentabilidade do investimento em imóveis.

No entanto, a renda obtida com aluguéis é apenas uma parte desse investimento, que também inclui a valorização do preço de venda da unidade.

Por conta disso, a rentabilidade dos aluguéis deve ser comparada com o retorno real (acima da inflação) proporcionado por outras aplicações financeiras de renda fixa, como a poupança.